Indústria Cinematográfica brasileira entre 1994 e 2003

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Por João Paulo Matta

O objetivo desta dissertação foi compreender a performance competitiva da indústria cinematográfica brasileira, entre 1994 e 2003, no mercado nacional de salas de cinema. Utiliza-se o aporte teórico da teoria do “diamante” da vantagem nacional para analisar a competitividade genérica desta indústria, no Brasil, no período e mercado delimitados, destacando o seu caráter estratégico para as nações.

Caracteriza-se a indústria cinematográfica, num horizonte mais amplo, como uma vertente da indústria do entretenimento, e, num horizonte mais restrito, como uma vertente da indústria do audiovisual, apresentando sua dinâmica estrutural. Recorre-se ao aprofundamento da trajetória histórico-evolutiva genérica desta indústria para melhor caracterizar a sua dinâmica
competitiva.

A fim de fundamentar a problematização do objeto geral da pesquisa, num primeiro momento, resgatam-se os principais elementos da dinâmica competitiva que precedeu o período analisado. A pesquisa, de natureza quanti-qualitativa, envolve uma investigação genérica, com base em fontes bibliográficas, documentais, em bases de dados estatísticos e entrevistas com profissionais da atividade, e uma investigação específica.

A pesquisa se completa com estudos de caso da trajetória competitiva, da produção até a exibição nos cinemas nacionais, dos filmes Cidade de Deus (2002) e Janela da Alma (2002).

Verificou-se que houve um aumento da competitividade da indústria cinematográfica brasileira, no período e mercado delimitados, impulsionado principalmente por políticas de intervenção governamental, cuja base foi a concessão de incentivos fiscais. Identificaram-se como os principais fatores que condicionaram este incremento de competitividade:

1) o crescimento e a manutenção de um fluxo anual de lançamentos, entre 0 e 30 filmes, com a eficiência da distribuição alavancada pela crescente adesão de grandes companhias estrangeiras ao incentivo fiscal, previsto no Art. 3° da Lei do Audiovisual;

2) o aprimoramento da qualidade e a diversidade das produções nacionais;

3) o movimento de integração entre a televisão e o cinema, a partir da criação da Globo Filmes, em 1997;

4) a presença de astros e estrelas da televisão nos lançamentos;

5) a proximação da produção e da distribuição, via parcerias, diminuindo o risco dos lançamentos;

6) o crescimento do parque nacional de salas de exibição, desde 1997, acompanhado do crescimento do mercado interno, e de um aumento médio relativo maior do público do cinema nacional em relação ao público dos filmes estrangeiros.

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