Mundo paralelo virtual no cinema

Por Geraldo de Lima

Este trabalho tem por objetivo estudar os espaços dos mundos paralelos virtuais no cinema, tendo como base a análise da obra cinematográfica de “Matrix”. Pretende entender o significado dos mundos virtuais no cinema, diante de algumas teorias filosóficas contemporâneas, como o movimento da cibercultura, através de Francisco Rüdiger, dos espaços poéticos de Gaston Bachelard, dos estudos de Margaret Wertheim sobre a história do espaço, do conhecimento sobre o que é imaginário sociológico de Patrick Legros e ainda das teorias de Jean Baudrillard sobre o simulacro e o conhecimento de Mircea Eliade sobre mitologia. Serão analisados também os espaços de “Matrix” e comparados com outros filmes que também participam deste momento histórico da evolução da tecnologia, como “Zardoz” (1974), “Cidade das Sombras” (1998), “Westworld” (1973), “eXistenZ” (1999), “Tron” (1982), “Videodrome” (1983), etc. A idéia é considerar Matrix um “pano de fundo” provocador das idéias da cibercultura, desde as discussões a respeito do poder da máquina sobre o homem como também, outros pontos tangentes a este movimento histórico, como as aspirações e reflexões espirituais do homem dito pós-moderno, seus desejos de imersão em outros mundos, seus pontos de vista espaciais renovados e até mesmo as conseqüências práticas de um novo modo de visualizar e produzir filmes que foram criadas ou aperfeiçoadas em “Matrix” diante da realidade questionadora do final do século e do milênio.

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