Globo de Ouro indica: é ano de barbada no Oscar

Parceiras e parceiros,

A seguir reproduzo artigo de Ricardo Calil, que alem de crítico cinematográfico é tambem um dos diretores do maravilhos filme “Uma Noite em 67”.

Bom termos um panorama das premiações internacionais.

A foto a baixo é do Ricardo Calil.

Beijos!

 

Nos últimos tempos, o Oscar tem se dividido entre os anos das grandes barbadas (“Titanic”, “Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”) e os anos das disputas indefinidas entre grandes e pequenas produções (“Avatar” x “Guerra ao Terror”; “O Curioso Caso de Benjamin Button” x “Quem Quer Ser um Milionário”).

O Globo de Ouro já não é considerado há algum tempo o melhor termômetro para o Oscar. Mas ontem a festa da Associação Internacional de Imprensa de Hollywood teve o papel de reforçar a impressão – vinda de toda a temporada de prêmios – de que este é um ano de barbada.

Antes do Globo de Ouro, havia uma dúvida se “O Discurso do Rei” poderia se posicionar como um concorrente forte na corrida aos principais Oscars contra “A Rede Social”. Depois de ontem, ficou claro que a produção sobre o Facebook é franco favorito em três das categorias mais importantes: melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

Não deve ser um massacre, porque “A Rede Social” não deve acumular Oscars nas categorias de interpretação ou nas técnicas. Mas garantir estatuetas nessas três categorias, como parece muito provável a esta altura, indica que este será o grande vencedor do Oscar.

Nas outras categorias, este deve ser um ano de premiação pulverizada. Colin Firth confirmou seu favoritismo ao Oscar de melhor ator, Natalie Portman e Anette Bening deram um passo adiante das concorrentes como melhor atriz, “The Fighter” mostrou que pode levar os dois prêmios para coadjuvantes, para Christian Bale e Melissa Leo.

De resto, a festa me pareceu, como de hábito, mais simpática, honesta e menos provinciana que as do Oscar – apesar da evidente obrigação de cada apresentador se sair com uma piadinha esperta. A melhor foi a de Robert De Niro, brincando com a má qualidade de seus filmes recentes: “Fiquei muito feliz de saber que vocês me chamaram para receber um prêmio honorário dois meses depois da estreia de ‘Entrando numa Fria Maior ainda com a Família’.”

Alguns prêmios bacanas para produções e profissionais que admiro e mereciam: “Carlos”, do grande cineasta francês Olivier Assayas, como melhor minissérie ou filme para a TV, “Boardwalk Empire” como melhor série de TV de drama e seu protagonista Steve Buscemi como melhor ator, Katia Segal (ex-”Married with Children”) como melhor atriz de drama, Claire Denis como melhor atriz em minissérie ou filme para TV, Trent Reznor e Atticus Ross como autores da melhor trilha sonora para “A Rede Social”.

Para a noite ser melhor, faltou “Toy Story 3″ ganhar como melhor filme (só levou o prêmio de melhor animação) e ser levado a sério no Oscar. Afinal, todos nós sabemos que o desenho da Pixar é muito mais filme que “A Rede Social”.

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