22/10/2011 16:30

Força do Pensamento em Bagé promove bate-papo sobre Inclusão Cultural

Incentivos, projetos e características regionais pautaram o debate, na primeira edição do evento no interior do estado

Em edição especial realizada em Bagé, o ciclo de debates da Força Sindical, o Força do Pensamento, promoveu o debate com o tema Inclusão Cultural. A conversa aconteceu na Casa de Cultura Pedro Wayne, na tarde deste sábado, 22.

Iniciando o bate-papo, o jornalista Fernando Rosa, dono do portal e do selo SenhorF, que já produziu discos de diversas bandas do cenário rock, compartilhou sua experiência na área cultural. Conforme Fernando, a popularização da internet auxiliou no surgimento e popularização de novos grupos, fora dos grandes centros.

Em relação aos incentivos, o jornalista destacou que os debates para discutir aplicação fundos de cultura tem crescido e que o governo do Estado vem se mostrando preocupado e investindo em recuperar a Lei de Incentivo à Cultura (LIC).

“A política cultural que o país tinha era de entregar para os departamentos de marketing das grandes empresas definir o que era cultura no Brasil”, lembrou Fernando Rosa, finalizando: “a democratização e acesso ao uso da lei é fundamental”.

Jaqueline Sanchotene, do Movimento Viva Gasômetro, de Porto Alegre, prestou esclarecimentos sobre as leis de incentivo, comentando o Fundo Municipal de Porto Alegre. A indústria dos games também foi lembrada pela produtora, que sugeriu a promoção de cursos na área no município de Bagé.

O Secretário Municipal da Cultura de Bagé, Sapiran Brito, apresentou os recentes investimentos em cultura no município. O secretário afirmou que o governo concede bom respaldo para obras e produções culturais no município. Entretanto a estrutura e qualificação para o desenvolvimento de iniciativas na área carece de atenção: “setor de projeto é a preocupação central”, afirmou o secretário.

Conforme Sapiran Brito, Fundo Nacional de Cultura é esperado com grande expectativa. “Fundo garante autonomia para aplicar dinheiro repassado”, explica o secretário, ao comparar com incentivos burocráticos.

Foi ressaltada a necessidade de um intermédio para que os projetos de qualificação do governo comecem a se voltar para a cultura. “Se o governo estadual e o governo federal nos apoiassem na qualificação de pessoal, não precisavam mandar patrocínio”, declarou o secretário.

A produtora cultural da Força Sindical-RS, Silvia Duarte, contribuiu com a discussão. “Precisamos fazer uma corrente e uma bandeira mais forte em relação a isso”, avaliou.

O secretário fez um comparativo com a região serrana do estado, que lucra com o turismo mesmo tendo sua base cultural moldada para este fim.”A matriz cultural do Rio Grande é a fornteira, e o epicentro é Bagé. Aqui estão os costumes, a culinária e a gauchidade. o modelo cultural do Rio Grande é fornecido pela região”, declarou Sapiran Brito. “Temos memória, história, meio ambiente, tudo. Contra nós temos uma coisa: o conservadorismo. Temos um produto e não sabemos vender. Nem município, nem iniciativa privada”, observa.

A ressalva não é apenas local. Fernando Rosa observou que problema é recorrente do Estado e o debate partiu para a discussão de alternativas a respeito de poencialidades.

O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, criticou o modo como a cultura é abordada na política atual. “A cultura está vinculada à educação e é projeto de governo e não projeto de Estado”, criticou, complementando: “caminho é árduo”. Defesa da discussão da cultura aliada à educação foi o assunto que deu o tom final ao debate, defendendo que cultura se torne “projeto de Estado”, para que projetos sobrevivam aos governos.

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