XV Congresso FDIM

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As gaúchas Rosa Feijó, Edith Puhl, esta Presidente da Federação das Mulheres Gaúchas, Zeinab Al-Saffar da Al Mayadeen TV e “eu”

Sobre um evento para mulheres

Brasília, abril de 2012

Fui parar no XV Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) por acaso. Convite da amiga Edith Puhl, namorado morando em Brasília… enfim vamos lá!

Ao chegar ao local do evento, o Centro Ulysses Guimarães, deparei-me com mulheres do mundo inteiro. A diversidade cultural me encantou, como me encantaram as negras africanas em suas vestes multicoloridas, as indianas, as vietnamitas, as coreanas, todas muito lindas. Mas as negras africanas foram um espetáculo à parte. Misturavam cores em seus vestidos sem pudor. Imediatamente me trouxe um pensamento: ainda bem que não se abateu sobre elas a síndrome do terninho preto!

Até o penúltimo dia, 11/4, apesar de todos os debates terem sido muito interessantes, o que mais me encantava eram os figurinos além-mar. Neste dia o discurso de uma negra norte-americana, de 87 anos, levou às lágrimas quase todas as que assistiam. A fala incluiu a citação de um poeta do Alabama que dizia mais ou menos assim: “Ao levantar pela manhã pense nos outros, ao tomar o café pela manhã pense nos outros…”

Pensar nos outros, talvez, seja a grande lição. Não nos deixarmos encurralados em nós mesmos, ou nos pequenos grupos a que pertencemos ou que nos rodeiam.

Pensar que das sete bilhões de pessoas que compõem a população mundial somente 35% delas estão efetivamente incluídas. Excluindo, portanto, quatro bilhões e novecentos milhões de pessoas!

Pensar no próximo significa lutar para que não existam mais chagas como Daniel Dantas ou Nagi Nahas da vida, com seus desmandos pelos quais pagamos todos nós, especialmente os excluídos.

Mas, voltando ao congresso em Brasília, o dia nos reservava mais emoção do tipo “haja coração”. Esse momento nos veio através da Fatma El Mehdi, do Sarahaui, um povo segregado pelo Marrocos…

Fatma chorou ao contar as mazelas do povo Sarahaui e nós choramos com ela.  Ela desceu do palco sob uma salva de palmas em pé de quinhentas mulheres que assistiam sua fala atentas.

Mas e o que dizer para Fatma? Dentro do meu pequeno mundo, ofereço-me para ser um ponto de luz ajudando a trilhar novos caminhos e criar novas possibilidades, como discursou a negra norte-americana e que tanto nos fez chorar com suas palavras.

Jac

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