Triste notícia para o cinema

Carlos Reichenbach, o Carlão, morreu na tarde desta quinta-feira, 14/6, em São Paulo, data em que completou 67 anos. 

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Acima um momento alegre que pudemos compartilhar em uma das edições do Festival de Cinema de Gramado (há alguns anos): Carlão, Lígia e eu.

 

Escrevo este post ainda impactada pela notícia da morte do Carlão. Soube há pouco. O tempo, sempre ele. A gente sempre acha que vai ter tempo de rever quem a gente gosta.  Às vezes não dá… e lá se foi o Carlão.

Tive a oportunidade de trabalhar com ele em alguns filmes, como em “Dois Córregos” e “Falsa Loura”.

Lembro do Carlão tentando parar de fumar, com um cigarro apagado na boca. Lembro também do seu deslumbramento com as câmeras digitais e na defesa apaixonada dos amigos, entre eles a Norma Bengel. Lembro dele encantado com a Adriane Galisteu. Carlão parecia não ter pré-julgamentos ou preconceitos. Via as pessoas com seu imenso coração.

Convivi com ele e com sua mulher, Lígia, com sua cunhada, com Sara e Maria, na Dezenove Som e Imagem. Para elas meu abraço.

Para nós ficam seus belos filmes e a sensação da existência de que se foi alguém que valeu a pena ter existido, por isso mesmo fará falta para a gente.

Carlão deixa um legado de filmes, textos e muitas ações como incentivador e divulgador do cinema e da cultura. O diretor também foi professor de cinema na ECA (USP) durante muitos anos. 

Trajetória

Carlos Reichenbach nasceu em Porto Alegre, mas viveu toda sua vida em São Paulo, cenário de suas principais obras e local em que participou de diversos movimentos de vanguarda, como o Cinema Marginal e as experiências mais autorais do cinema da Boca do Lixo. Premiado nos principais festivais do país, como Brasília e Gramado, teve sua obra reconhecida internacionalmente e chegou a ser tema de uma mostra com seus filmes no prestigioso Festival de Roterdã, na Holanda, nos anos 1980.

O cineasta deixa 22 filmes assinados como diretor, 21 roteiros filmados e 38 películas em que dirigiu a fotografia. Seu último trabalho foi “Falsa Loura”, lançado em 2007. Entre seus principais filmes como diretor estão “A Ilha dos Prazeres Proibidos” (1979), “Império do Desejo” (1981), “Filme Demência” (1985), “Anjos do Arrabalde” (1987), “Alma Corsária” (1993) e “Garotas do ABC” (2003).

 

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